O Aikido não é uma técnica para lutar com inimigos ou derrotá-los. É um caminho para reconciliar o mundo e fazer dos seres humanos uma só família. Morihei Ueshiba (1883-1969), criador do Aikido
O mestre Ueshiba criou a arte Aikido em meio ao caos da 2ª Guerra Mundial. Profundo conhecedor das artes marciais tradicionais no Japão, ele compreendeu de perto o quanto o medo e a ignorância alimentam o pensamento destrutivo e as ações violentas. Sua obra - o Aikido - é uma absoluta renovação do conceito de caminho marcial (Budo). O objetivo maior na aprendizagem da arte Aikido é fortalecer o corpo e a mente para uma atitude conciliadora, pacífica e focada na restauração da harmonia em toda situação de confronto. Praticar Aikido é incorporar a filosofia de não-violência por meio da ação.
" E se crianças e jovens, que vivem em ambientes pouco favorecidos, tivessem a oportunidade de acesso a esta ferramenta de educação para uma cultura de paz?
- E se os princípios de cooperação e harmonia do Aikido pudessem ser apresentados como uma inspiração para formação de líderes mais conscientes nas empresas?
- E o que aconteceria se estes dois grupos, jovens da periferia paulistana e líderes do mundo corporativo, pudessem conviver por alguns instantes em clima de absoluta confiança e respeito?
O projeto Harmonia em Ação traz algumas respostas baseadas na experiência do ensino da arte da paz para crianças e jovens em favelas e para gestores em empresas desde 2002.
Por trás da criança e do executivo, ambos sob a mesma pressão diária pela sobrevivência, existem seres humanos parecidos buscando satisfazer as mesmas necessidades de afeto, realização, convivência harmônica, liberdade, criatividade e desenvolvimento. Seja na violência sutil dentro das organizações, seja na violência banal em comunidades carentes, os valores do Aikido vividos com sinceridade podem ser uma valiosa contribuição na construção de uma cultura de cooperação e não-violência.
Em 2008 foi concluído o documentário Harmonia em Ação produzido e dirigido por Philip Emminger e Heath Curdts (EUA). O filme apresenta alguns resultados do projeto nos últimos anos pela voz de seus personagens: jovens aprendizes da periferia de São Paulo, executivos, apoiadores e faixas-pretas.